quinta-feira, 30 de abril de 2015

A Piada do Ano : Brasil, a Pátria Educadora.

Como acreditar nessa fala quando vários governos ( na verdade DESgovernos) estaduais e municipais ao invés de negociarem com os Servidores, particularmente com os da educação, pois esses são normalmente a primeira categoria a exigir negociação séria, mas ao contrário os governos no alto de suas arrogância e intolerância querem impor goela abaixo das categorias seus desmandos de forma ditatorial.

Basta vermos as situações atuais nos estados Paraná,São Paulo,Distrito Federal, Amapá,Goiás ... que colocam as suas polícia militar para impedir com uso de gás de pimenta, bombas de efeito moral, balas de borracha e cacetadas os ATOS dos TRABALHADORES em suas manifestações pacíficas e democráticas.VERGONHOSO, como educadores em geral são tratados por esses governantes, quando exigem reposição de suas perdas salariais, a manutenção de seus benefícios conquistados em lutas anteriores, embora ainda continuem com baixos salários.

Dessa forma torna-se visível a necessidade de se retirar a educação básica pública das mãos desses governantes, ou seja, " faz-se URGENTE a Federalização da Educação Básica pública ". Por isso solicito que divulguem em grupos, contatos, e nas mídias o grupo do facebook " FEDERALIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO JÁ" , i.e :
 https://www.facebook.com/groups/1480133468873751/

Pois não é justo que os servidores/trabalhadores paguem mais uma vez pela crise que eles(as) governantes criaram com suas más gestões.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Na Pátria Educadora, Professores Abandonam a Docência.

 
Edição do dia 02/02/2015
02/02/2015 21h39 - Atualizado em 09/02/2015 14h44

Aumenta o número de professores que abandonam as salas de aula.

Série especial mostra a atual situação dos professores no Brasil.
Déficit chega a 150 mil. Maioria troca salas de aula por outros empregos.

O Jornal Nacional começa a apresentar nesta segunda-feira (02), uma série especial de reportagens sobre a situação dos professores no Brasil.
É uma profissão que todo mundo elogia, todo mundo concorda que é fundamental, mas que tem despertado o interesse de um número cada vez menor de brasileiros. Os motivos disso estão em discussão na reportagem da Graziela Azevedo e do Ronaldo de Sousa.
O Brasil tem uma necessidade urgente na escola. O país tem uma promessa: "Nosso lema será: Brasil pátria educadora”, afirmou a presidente Dilma Rousseff no discurso de posse.
E um grande desafio: “O apagão já começou há muito tempo. O déficit de professores nas áreas de química, física, matemática e biologia é da ordem de 150 mil professores” conta o diretor do Instituto Ayrton Senna, Mozart Neves Ramos.
“Eu fiquei dois anos sem professor de matemática. Na 5° e na 6° série. Então até hoje eu tenho muita dificuldade”, conta a estudante Larissa Souza.
“Fiquei trocando de professor de história na 8° série cinco vezes”, reclama um aluno.
Aqueles que poderiam ser futuros professores também estão sumindo dos cursos universitários de formação.
Acontece nas faculdades particulares: “Na licenciatura de pedagogia, sempre no primeiro semestre é lotada. São 60, quase 70 alunos e vai diminuindo. O pessoal do 6°semestre, nós temos 10 alunos”, explica Carolina Gato, estudante de Matemática e Pedagogia.
Nas universidades públicas a desistência também é notória: “Porque as lacunas começam a aparecer, então coisas que deveriam ter aprendido no ensino médio não aprenderam e aí chega na hora da prova tira zero, tira 2 na prova. Vira uma bola de neve e abandona o curso”, conta Rebeca Omelczuck, estudante de Física.
Mas e quem ficou? Como estão os professores que levaram seus cursos até o fim e estão encarando as salas de aula?
É o que o Ministério Público quer descobrir. Em Novo Gama, município pobre e vizinho à Brasília, as promotoras de justiça mobilizaram mães, pais, servidores públicos e conselheiros da cidade para obter respostas.   
A auditoria cívica é o nome que o Ministério Público deu para o trabalho dos cidadãos que querem melhorar a educação na sua comunidade. Um trabalho que ao Jornal Nacional acompanhou.
Trazendo questionários e vontade de conhecer melhor as escolas públicas, eles se espalham. Parte da tarefa é conversar com os professores. As carências vão aparecendo.
“Falta tudo. Igual folha para tirar cópia para a prova, por exemplo. A gente tem que pedir para os meninos, tem que ir comprar. Chove e a sala fica praticamente alagada”, conta a professora Marta Costa Alves.
Uma realidade tão dolorida que as palavras começam a vir acompanhadas de lágrimas.
Marta Giovana Costa Alves, professora: Quando me deparei em uma sala de aula e vi as dificuldades ali eu não queria estar mais ali.
Jornal Nacional: Você se sente sozinha?
Marta: Nossa.
Assim, à flor da pele, a professora confessa não se sentir mais um modelo para os seus alunos.
Marta: A criança tem que olhar pra mim e ver em mim futuros, sonhos. E eu acredito que as crianças não estão conseguindo ver no professor mais isso.
Jornal Nacional: O que elas veem?
Marta: Um professor cansado, desmotivado, triste.
A entrevistadora, que também é professora, desaba junto.
Jornal Nacional: E a senhora chora por que?
Pesquisadora: Porque são 23 anos, quase aposentando, e as palavras dela são as minhas
Depois da entrevista, a professora Marta enxugou as lágrimas e voltou para a sala de aula, mas muita gente que se forma nem chega a entrar em uma. A desvalorização da profissão é o grande motivo. Para ganhar mais com menos estresse, os professores acabam fora das escolas.
A conclusão é de um pesquisador que cruzou os dados de vagas oferecidas e docentes formados ao longo de duas décadas. O levantamento mostrou que, com exceção da disciplina de Física, o número de docentes formados daria para atender a demanda no país.
“Não faltam professores formados então o que está acontecendo é que essas pessoas se formam e ou não ingressam na profissão ou ingressam e se desestimulam e saem. Enquanto um professor formado em nível superior ganhar metade do que ganha um economista, do que ganha um advogado, do que ganha um jornalista, quer dizer, não tem como atrair a pessoa para a profissão”, afirma o pesquisador da USP Marcelino de Rezende Pinto.
Para o novo ministro da Educação a valorização do professor passa por aumento de salário.
“Se você não tiver salários com perspectiva de aumento de salário, você não vai ter as melhores vocações se dedicando ou escolhendo o magistério como sua profissão”, conclui o ministro da Educação Cid Gomes.
O piso da categoria para 40 horas por semana, passou este ano de R$ 1.617 para R$ 1.917. Mas, para a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, deveria ser de pelo menos R$ 2.900. Sem falar que nem todos os estados pagam o que a lei determina.

O resultado é o abandono da profissão. Oferta de emprego em empresas e bancos não falta.
“Eles vivem batendo na sua porta, oferecendo salários muito atraentes e que acabam levando muitos colegas da física para outras áreas”, conta o estudante de Física Carlos Otobone.

Mas é na sala de aula que os bons professores precisam estar. Disso ninguém tem dúvida.
“Temos que pensar de fato em uma política integrada que tem como elemento central o professor porque o pessoal discorda de tudo, mas há um consenso: o professor faz a diferença”, diz Marcelino.



http://observacoeseducacionais.blogspot.com.br/2015/02/caos-na-educacao-estadual-do-rj-se.html

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Educação

terça-feira 14 de julho de 2015 | Edição do dia
EDUCAÇÃO

Jornada extra de trabalho é realidade para mais de 40% dos professores no país




Com o título “Quatro em dez professores fazem jornada extra para compor renda”, o jornal Folha de São Paulo, em reportagem do dia 30/06, nos mostrou que, “no país, 41% dos docentes da rede básica têm atividades complementares dentro e fora da educação”. [1]
A reportagem coligiu dados de um questionário nacional respondido por 225 mil professoras e professores dos anos finais do ensino fundamental (5o ao 9o ano) de diversas redes públicas, estaduais e municipais.
A reportagem nos mostra diferentes formas que os professores encontram para complementar a renda. Desde um professor de história/vendedor de roupas e sapatos em Teresina, PI, até uma professora de matemática/manicure do interior do Maranhão, passando pela professora que trabalha três turnos na educação de Belo Horizonte. A realidade é nacional, embora comporte importantes variações.
Segundo a reportagem, “em 16 estados o índice supera a média nacional. Rio Grande do Norte (55%) e Roraima (54%) lideram. Na outra ponta, estão Tocantins e Distrito Federal, com 22% e 12%, respectivamente”. O Estado de São Paulo se encontra na média nacional, com 41% de seus professores fazendo jornada extra.
Uma reportagem publicada no portal G1 do dia 25/06 pode nos dar pistas para entender essa situação. Sob a chamada de “Professor estadual com licenciatura ganha em média R$16,95 por hora”, a reportagem compara os salários-base de professores do Ensino Médio das redes estaduais do país. [2]
Não é apenas coincidência que os dois estados com menores índices de jornada extra figurem entre os três com melhores salário-base.
Mas não é só isso que chama atenção: dos 26 estados mais o Distrito Federal, 40% não estabelecem a jornada de 40 horas como base, podendo variar de 16, 20, 24, 25 ou 30 horas semanais, estabelecendo, então, jornadas de trabalho em tempo parcial.
Devemos lembrar que a Lei 11.738/2008, que estabelece o piso salarial profissional para os professores da educação básica pública, tem como parâmetro, para a remuneração mínima, a jornada semanal de 40 horas semanais, hoje fixada em R$ 1.917,78. Assim, uma jornada parcial pode significar um salário parcial.
Nos diz a reportagem que “considerando a carga horária de 40 horas semanais de trabalho, o salário-base é de R$ 2.711,48 para professores com diploma de licenciatura no início da carreira”. E segue a reportagem: “Em média, o professor da rede pública estadual formado em licenciatura (ou seja, com diploma de ensino superior), recebe 57% do salário dos trabalhadores brasileiros com formação equivalente. Segundo uma comparação feita pelo Cadastro Central de Empresas (Cempre) com base de dados de 2013, e divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o salário médio de trabalhadores com diploma de nível superior foi de R$ 4.726,21”.
Um levantamento feito por economistas ligados ao Banco Mundial, à agência das Nações Unidas e da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), mostra que as professoras e professores de ensino fundamental no Brasil têm renda média abaixo do Produto Interno Bruto (PIB) per capita nacional. [3]
Segundo a OCDE, os professores das escolas públicas brasileiras recebem bem menos que a média dos países desenvolvidos. De 34 países pesquisados, o Brasil se encontra na penúltima posição, ficando à frente apenas da Indonésia. Com dados de 2012, esse estudo mostra que um professor que inicia no magistério público no Brasil recebe, em média, US$ 10.375,00 anuais. Entre os países membros da OCDE, a média salarial era de US$ 29.411,00 anuais
O problema é que a baixa remuneração é uma pressão para o aumento indiscriminado da jornada de trabalho, seja em atividades na própria educação ou em outras atividades, como mostrou a reportagem da Folha de São Paulo.
Não à toa, o professores brasileiros são os que têm a maior jornada de trabalho em sala de aula, segundo pesquisa internacional realizada pela OCDE. Segundo essa pesquisa, que comparou 30 países, a carga de trabalho média em sala de aula dos professores brasileiros é 6 horas superior à jornada laboral média dos demais países pesquisados. Se levarmos em conta apenas os professores que responderam estar em tempo integral na escola, esse número sobe para 10 horas. [4]
Sabemos que a educação básica pública concentra 82,8% das matrículas no país, segundo o Censo Escolar de 2013. Assim, a grande maioria dos professores trabalham para o Estado, em seus diversos níveis, e também cumprem suas jornadas extras em instituições públicas.
É interessante como a própria Constituição Federal de 1.988 normatiza esse mais trabalho. No seu artigo 37, inciso XVI, lemos que é vedada a acumulação remunerada de dois cargos públicos, exceto quando houver compatibilidade de horários, para professores e profissionais da saúde.
Assim, quando a Constuição Federal permite a “acumulação remunerada de dois cargos públicos”, sem limitação legal da jornada de trabalho total, ela acaba por incentivar o aumento indiscriminado da jornada de trabalho dos profissionais da educação e da saúde, sempre vendidos como as prioridades nacionais.
Para se ter um exemplo, no estado de São Paulo, a jornada legal máxima de um professor da rede estadual é de 65 horas de trabalho semanal, podendo se dar tanto por acúmulo de cargos (concursados) ou por contrato de trabalho como temporário.
Sabemos também que grande parte das redes municipais estabelecem a jornada de trabalho docente em 30 horas semanais. Além do fato de muitas delas não cumprirem ainda o disposto na Lei do Piso no que se refere à remuneração mínima (para não falar na composição da jornada), mesmo uma rede que cumpra a Lei poderá pagar apenas 75% do piso salarial, já que o piso é instituído para uma jornada de 40 horas.
Dessa forma, a única saída é “dobrar a jornada” assumindo outro cargo. Mas como a jornada é de 30 horas, dobrar a jornada significa passar a trabalhar 60 horas semanais.
Assim, a despeito de a Constituição Federal de 1988 ter determinado, em seu artigo 7o, inciso XIII, a “duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais”, vemos que os professores das redes públicas figuram como uma famigerada exceção, pelo “benefício” da “acumulação remunerada de cargos” sem nenhuma limitação legal para a duração da jornada de trabalho.
Mas é claro que aqui um problema alimenta o outro: a baixa remuneração faz da “jornada extra para compor renda” uma necessidade. Seja nas lojas, nos salões ou nas próprias escolas, essa já é a realidade de 41% dos professores de educação básica no país.
Agora dá para entender porquê uma onda de greves de professores da educação pública varreu o país?

Link : http://esquerdadiario.com/Jornada-extra-de-trabalho-e-realidade-para-mais-de-40-dos-professores-no-pais

[1] http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/224443-quatro-em-dez-professores-fazem-jornada-extra-para-compor-renda.shtml
[2] http://g1.globo.com/educacao/noticia/2015/06/professor-estadual-com-licenciatura-ganha-em-media-r-1695-por-hora.html
[3] http://www.informativo.com.br/site/noticia/visualizar/id/57874/?Pesquisa-comprova-baixo-salario-do-professor-brasileiro.html
[4] http://www.oecd.org/edu/school/talis.htm






Temas relacionados a Professores / Educação.




Funcionamento da Terceirização é Prejudicial ao trabalhador.

Aos que AINDA não entenderam o Projeto de Lei da Terceirização (PL 4.330/04),
da autoria do ex deputado Sandro Mabel (dono da empresa de biscoitos), e resgatado pelo deputado Eduardo Cunha e agora em trâmite no Legislativo.

O PL da Terceirização é uma grande ameaça aos direitos da classe trabalhadora!!!
Com o pretexto de regulamentar a terceirização no país, o mesmo vai propiciar a legalização da FRAUDE e a PRECARIZAÇÃO do emprego. Isso porque permite que as empresas terceirizem até mesmo sua atividade fim, aquela que caracteriza o objetivo principal da empresa, seu empreendimento.
 

Veja como funciona a Terceirização:
Por Adriano Facioli ( Prof. da Escola Nacional de Saúde Pública )
https://www.youtube.com/watch?v=yky22aAhyvg




O vídeo do link abaixo explica muito bem :

segunda-feira, 20 de abril de 2015

A Terceirização Destruindo a Educação Pública.

http://avaliacaoeducacional.com/2015/04/17/destruindo-a-educacao-publica/

Destruindo a educação pública


O projeto de terceirização ( PL nº 4.330/2004 ) em votação no Congresso brasileiro associado à decisão do Supremo Tribunal Federal de permitir que ONG – organizações sociais sem fins lucrativos – assumam a educação sem licitação, acelera a destruição da educação pública e a migração dos escândalos de propinas para esta área. Há muito dinheiro em jogo. Só no MEC, são 100 bilhões. Sem contar as prefeituras e os estados. E vem aí o pré-sal.

Campinas, no Estado de São Paulo, já adotou a modalidade e aprovou em sua Câmara de vereadores a transferência das atividades do serviço público para ONGs, sem licitação. Este caminho agora é confirmado pela decisão do STF.

A privatização do serviço público vai construindo, desta forma, sua base legal e com isso viabilizando o aparecimento de um mercado potencial que deverá estimular a atuação de entidades não governamentais nesta área – nacionais e estrangeiras.

Com a lei de terceirização isso deverá ser ampliado. As greves deverão ser atacadas com o recurso às ONGs que colocarão professores temporários nas escolas em greve, por exemplo. Sem contar a própria transferência da administração das escolas para elas.

Fica faltando ainda avançar o credenciamento de professores, o qual se configura a partir do ensaio com o Exame Nacional de Docentes, em preparação no INEP.

Este conjunto de medidas constitui a maior agressão que se tem notícia ao serviço público e à educação nas últimas décadas, no Brasil. 


Devaneio Miseravelmente Real : os tais bônus por méritos.

Eufórico com a informação de um grande bônus, o professor aproveitou a janela da segunda aula e encheu de números otimistas uma folha de sulfite que arrancou do maço de folhas que ontem, tirando dinheiro do próprio bolso, comprou para aplicar provas nas treze salas em que leciona.
Vinte minutos depois, sua euforia já não era a mesma. Cinco mil reais são cinco mil reais, nenhum assalariado, muito menos um professor do Estado, desprezaria uma bolada dessas. Daria para comprar muita coisa se ele não estivesse pendurado em dividas com gente da família e até amigos. E ele não devia pouco. Suas dívidas iam além dos cinco mil reais que deixaram eufóricos a maioria dos professores daquela escola esquecida num dos locais mais pobres e violentos da cidade.

No entanto, na escola havia gente descontente com o tamanho do bônus. “Se alguns professores tivessem se aplicado mais nos projetos exigidos pela secretaria, com certeza o bônus seria maior”, disse a coordenadora pedagógica, numa indireta para certos professores que falam abertamente que bônus algum supera os benefícios que um bom salário sempre traz.

A diretora, que certamente vai morder mais de cinco mil reais, numa conversa com sua vice diretora deixou claro que, se pudesse, criaria dificuldades ou impediria que certos professores lecionassem naquela escola. ”Nosso bônus não é maior por causa desse grupinho besta que não se enquadra nos objetivos pedagógicos propostos”, disse abertamente. Cega pela loucura do dinheiro extra, a descontente não consegue ver que entre os professores que, segundo ela, pesam negativamente sobre o bônus que considera ideal estão alguns que fazem o diabo para lecionar em três ou quatro escolas e, mais mortos do que vivos, acabam dando faltas seguidas ou mesmo sempre se atrasando devido ao conflito de horários entre as diferentes escolas em que trabalham. A sua insatisfação – ou raiva mesmo – também recai sobre outros que, além de enfrentar a dureza rotineira do magistério, milagrosamente descobrem ânimo para estudar e buscar algum tipo de especialização, o que os impede de uma dedicação exclusiva aos projetos da escola. O maldito bônus parece que conseguiu varrer do coração dessa diretora até mesmo resquícios mais elementares de seu
cristianismo, geralmente compartilhado e exaltado em reuniões de religiosos carismáticos.
Diante dos cinco mil reais, que, segundo ela, poderiam ser dez ou até mais, a mulher se encheu de bronca inclusive do professor de matemática, infelizmente acometido por uma depressão profunda que o impede de trabalhar regularmente e produzir o exigido em sala de aula. Volta e meia ele se afasta do trabalho, se enche de remédios e, se a família não intervém, passa o dia inteiro preso no quarto, estirado sobre a cama, olhar esvaziado e pregado nas alturas do teto. A família e os amigos mais próximos vivem sob o temor de que ele algum dia faça qualquer loucura sem retorno.

“Quando é que vamos ter uma equipe homogênea e comprometida com os objetivos da escola?”, é o que a diretora pergunta para a sua vice. “Nunca”, é a resposta da vice, também descontente com o tamanho da gratificação e frustrada porque toda a série de maquiagens que a escola fez em torno de seus números não resultou nos valores esperados. “Tivemos evasão quase zero”, disse, fazendo de conta que não sabia que, no ano passado, algumas salas que começaram o ano letivo com bem mais de quarenta alunos tinham chegado em dezembro com uma media que não alcançava os trinta.

Na sala dos professores, agora nos últimos minutos de sua janela, o professor que encheu uma folha de sulfite com números e cálculos que poderiam aliviar a barra pesada em que vive lança um olhar desolado para o punhado de cadernetas que estão diante dele. Algumas, como virou costume, estão recheadas de provas e exercícios que serão corrigidos em sua casa. Quem paga por esse trabalho extra? Nem o salário que ganha e muito menos o bônus que até trinta minutos atrás tinha feito brotar nele uma estranha e mentirosa euforia.

Sob o sinal chamando para a terceira aula, ele se levanta, amassa a folha de sulfite onde um pouco antes fizera um punhado de cálculos esperançosos e raivosamente a joga no cesto de lixo mais próximo. No caminho da sala, bolsa pendurada no ombro, cadernetas e livros nas mãos, passos lentos pelo imenso corredor e o vozerio quase ensurdecedor dos alunos. Um deles pede para levar seu material e suas cadernetas. Ele deixa. Um outro quer levar sua bolsa. Ele a entrega.

Depois, na sala, em pé e em silêncio diante de uns quarenta alunos inquietos, na sua cabeça surge a imagem do professor de matemática, estirado em seu quarto o dia inteiro, olhos colados no teto, quase um semimorto. Essa imagem o estremece e o faz pensar que pode estar começando a dar os primeiros passos na direção desse caminho.

Fonte : Postado no grupo do facebook "Professores Unidos".





Foto de Ivan Paz.


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Em 19/07/15 postei no facebook :
Questionamentos dos Docentes que me Decepcionam:

Quando virá o bônus cultura?
Cadê o bônus das escolas bem avaliadas pela Seeduc (Ideb)?
PERGUNTO: Até quando a categoria será assim?

Até Quando?
Nos tornamos escravos de nós mesmos. Os professores e professoras da rede estadual vivem num mar de desilusão. O Estado, e diga-se com o apoio e intermédio do sindicato que deveria em tese nos defender, realizaram um desmonte na carreira docente. Somos desvalorizados, desrespeitados, vitimados por uma política que só tem por fim, desmantelar a força de pensamento e luta dos profissionais em educação. Pior de tudo é que somos passivos. Aceitamos de bom grado, mas com um quê de revolta cênica para que a submissão não se torne tão doce. Atualmente vivenciamos a polêmica do BÔNUS, onde grande parte de nós anseia desesperadamente por tal "agrado". É normal e aceitável tanto apego a "bondade" do governo.

Somos carentes de valorização profissional e muitos de nós passam por dificuldades financeiras. Todos querem o BÔNUS! Realmente todos precisamos do BÔNUS! Porém, não precisamos de maior humilhação imposta pelo ato de esperar, esperar e esperar por anúncios, tabelas, agendamentos e boatos.

Grande parte de nós não consegue enxergar o mal em que vivemos, ou pior, negamos a reconhecer que estamos numa roda de tortura. Pois fique certo, quando nosso ânimo já se mostrar esgotado, nossas esperanças quebradas, o fatídico anúncio dos contemplados será exposto. Para todos aqueles que almejam o "agrado" e não o obtiverem. restarão cair ainda no mais profunda tristeza e culpa por não ter conseguido.

E viveremos assim até o dia que acordarmos e realmente levantarmos da letargia e gritar, lutar, defender o que realmente precisamos; VALORIZAÇÃO PESSOAL, PROFISSIONAL E RECONHECIMENTO, ALÉM DE UMA ESCOLA DIGNA, QUE FORME CIDADÃOS.

Fonte: Texto de Jacinto José, em 30 de julho às 12:13 no grupo Professor de· Pernambuco.

Postado em :
http://observacoeseducacionais.blogspot.com.br/2014/08/fato-lamentavel.html





segunda-feira, 13 de abril de 2015

A Meritocracia na Educação e a Farsa dos Índices de Avaliação.

http://historiantebrasil.blogspot.com.br/2013/12/a-meritocracia-na-educacao-e-farsa-dos.html

A meritocracia na educação e a farsa dos índices de avaliação.




Profª Aline Martins
Redação d'O Historiante

Diante das crises econômicas que se instalaram a partir da década de 1970 ao redor do mundo, a saída dos governos tem sido aprofundar as políticas neoliberais, que foram difundidas no início do século XX e reapareceram com mais vigor na década de 1980 com o presidente Reagan (EUA) e a primeira-ministra da Inglaterra Margareth Thatcher. De acordo com a teoria neoliberal, o Estado deve ter participação mínima nas políticas sociais (moradia, saúde, saneamento, educação, previdência social, etc) sendo esta responsabilidade repassada a sociedade e empresas privadas, reproduzindo assim o capital. O Estado passaria então a funcionar como uma empresa privada, cujos objetivos devem ser: gastar pouco, ter responsabilidade fiscal, ser eficiente, etc. E a solução para isso é retirar direitos e privatizar estatais. A partir da década de 1990, surge a “Terceira Via”, que nada mais é do que a redefinição do neoliberalismo, onde o papel do Estado passa a ser o de mero “gerenciador” dos direitos sociais, ocorrendo assim a descentralização administrativa e a participação da sociedade civil em substituição às ações do Estado. Entram em cena as parcerias público privadas, ONGs, OSs, etc.

E o que a educação tem a ver com isso? A educação pública e as demais áreas sociais começaram a ser submetidas a este modelo. Além do avanço das parcerias público privadas, ONGs e OSs, as políticas públicas para a educação passam a se referenciar cada vez mais num modelo de gestão baseado em pressupostos da iniciativa privada: produtividade, eficiência, mérito, avaliações de desempenho, bonificações, etc.

Em 1995 foi lançado em Washington (EUA), com o apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o Programa da Promoção da Reforma Educativa na América Latina (PREAL). Esta proposta de reforma mobilizou um amplo setor do empresariado em torno da agenda educacional. Participaram dele, desde o início: as fundações Vitae, Odebrecht, Clemente Mariani, o Instituto Heberty Levy, o Pacto de Minas pela educação e o UNICEF. O Plano REAL surgiu na esteira das reformas neoliberais, já redefinidas pela Terceira Via. Em 1998 foi a vez do Consenso de Washington, organizado pelo Banco Mundial, BIRD, BID,UNESCO, USAID, UNICEF, que traçou medidas de ajuste para os países da América Latina.

O interesse desses organismos internacionais e dessas grandes empresas está no fato de a escola ter um papel estratégico de adaptação e perpetuação de valores que legitimam um modelo de sociabilidade que se adapta aos seus objetivos: Uma escola a serviço das demandas do capital, onde além de fornecer força de trabalho barata ela atenda às necessidades de produção/reprodução do sistema produtivo. A gestão do então Presidente Fernando Collor de Mello demarca a entrada das políticas neoliberais no Brasil, o que irá se aprofundar nos governos posteriores. Os governos começaram a tomar empréstimos desses organismos, porém a linha de crédito era condicionada a uma série de ajustes que seguem dois princípios básicos:

1- Oferecer uma educação mínima e instrumental que transforma nossos alunos em força de trabalho barata;
2- Abertura de um novo e competitivo espaço de lucros para o empresariado a custas de verbas públicas, através da entrada de instituições privadas nas escolas e creches. Transformando, assim, o espaço escolar, em um robusto mercado de pacotes e projetos pedagógicos.

Com a preocupação em reduzir custos uma série de medidas passam a ser tomadas, muitas vezes por secretários de educação que nada sabem de educação, mas muito sabem de economia: Aumenta-se o número de alunos por sala; Extinguem-se as classes especiais; Surge a figura do professor polivalente, ou seja um professor apenas dá aulas de diversas disciplinas sem ter formação para tal; Dá-se a quase extinção de funcionários; A substituição de aumento salarial por plano de carreira por bonificações de desempenho (14º salário).
Ocorre a perda da identidade do trabalho docente, o ataque à autonomia pedagógica, os materiais: cadernos/apostilas e avaliações são produzidos sem a participação dos professores, “simplificando” a função pedagógica que, cada vez mais, vai sendo ministrada por leigos, trainees, oficineiros, estagiários, amigos da escola, etc. Para completar surgem os tutores e “supervisores” que irão verificar e avaliar o que está sendo ministrado pelos profissionais cobrando que as “metas” impostas sejam alcançadas. As direções viram meros “gestores empresariais”. A elaboração coletiva é substituída pela atuação individual, ocorre uma competição, para ver quem consegue ser “premiado”. Há uma forte pressão para a extinção dos sindicatos e os profissionais da educação ao não se organizarem, ficam divididos e alienados, tornando-se mais fácil aplicar essa política.O assédio moral cresce.
Os currículos são reestruturados. No Ensino médio, por exemplo, o MEC já prepara um pacote propondo a redução do currículo das disciplinas “obrigatórias” e a criação das áreas de conhecimento. Estas mudanças significam um retrocesso pedagógico. E os governos atuais, lamentavelmente, deram continuidade a essas orientações, seguindo a agenda empresarial do compromisso “Todos pela Educação”, lançado em 2006 no Museu do Ipiranga (SP). Esta agenda selou um pacto entre o Estado e o Empresariado, tendo sido patrocinada por entidades que hoje interferem diretamente na organização do modelo de educação ofertado nas redes públicas: Grupo Pão de Açúcar, Fundação Itau Social, Fundação Bradesco, Instituto Gerdau, Fundação Roberto Marinho, Fundação Educar D Paschoal, Instituto Itau Cultural, Faça Parte Instituto Brasil Voluntário, Instituto Ayrton Senna, Cia Suzano, Banco ABN-Real, Banco Santander, Fundação Xuxa Meneguel (mais recente), entre outros.
Os governantes brasileiros, orientados pelos “reformistas corporativos” (assim chamados, para se diferenciar dos reformadores, realmente preocupados com uma educação de qualidade), consideraram que o problema do nosso sistema educacional era uma “crise de eficiência, eficácia e produtividade”. Ou seja, não pode haver “desculpas” para a existência de escolas com notas baixas em testes de múltipla escolha. Todas as crianças, independente de pobreza, problemas de aprendizagem ou outras condições, podem (e devem) atingir determinada proficiência e caso eles não consigam, alguém deve ser responsabilizado. Este alguém invariavelmente é o professor. Como solução, o país precisava lançar mão do método da “qualidade Total”. Dentro de uma perspectiva meritocrática (as posições hierárquicas seriam conquistadas, em tese, com base no merecimento e esforço pessoais) buscou-se criar mecanismos de “controle de qualidade”, através do estabelecimento de metas, índices e constantes avaliações de alunos/profissionais. As avaliações e indicadores de desempenho multiplicaram-se no país: ENADE, ENEM, SAEB, IDEB, Prova Brasil, SARESP, SAERJ, IDERIO, etc.
Essas avaliações externas, seguindo a perspectiva meritocrática, são utilizadas para “premiar ou punir” professores e funcionários de acordo com o resultado das provas, estabelecendo uma lógica de remuneração variável. Uma avaliação classificatória que pretende estabelecer salários diferentes de acordo com a produtividade de cada escola, ou ainda, remover os “profissionais ruins” que não auxiliam na melhora do resultado dos testes dos alunos. Esse sistema já deu errado em vários lugares como EUA, Chile, São Paulo, Rio de Janeiro, entre outros, porém continua a ser utilizado no Brasil.
A própria ex-secretária adjunta de Educação dos EUA, Diane Ravitch, que ajudou a implementar os programas educacionais de governo No Child Left Behind e Accountability, que tinham como proposta usar práticas corporativas, baseadas em metas, testes padronizados, responsabilização do professor pelo desempenho do aluno e fechamento de escolas mal avaliadas, para melhorar a educação nos EUA mudou de ideia, após 20 anos, quanto a estas políticas para a educação. De uma das principais defensoras da reforma educacional americana, passou à crítica, como pode ser verificado em uma entrevista (Clique aqui para ver a entrevista)

Ela publicou em 2010 o livro “The Death and Life of the Great American School System” (a morte e a vida do grande sistema escolar americano – tradução livre) em que diz que o sistema em vigor nos EUA está formando apenas alunos treinados para fazer uma avaliação.Vários episódios de "Os Simpsons" já trataram dessa questão colocada por Diana. (Confira aqui um dos episódios )

Um diagnóstico dos problemas da educação pública não deve ser evitado, porém estes tipos de avaliações não servem para isso. Os resultados do processos educativos dependem de muitas variáveis que não estão sob o controle dos profissionais da educação. Da forma como os sistemas de metas e desempenho estão organizados, eles não garantem a todos acesso a uma educação de qualidade.

Não podemos esquecer da responsabilidade dos líderes municipais ou de autoridades eleitas que decidem questões cruciais como financiamento, tamanho da classe e distribuição de recursos e como a educação pública brasileira sofre, há décadas, com o descuido de sucessivos governos, que pecam tanto pela falta de investimentos no setor (em melhorias estruturais, em valorização profissional ou em assistência estudantil), quanto pela falta de planejamento pedagógico e social de longo prazo. E principalmente, não podemos esquecer que o acesso a uma educação pública de qualidade é um dos diretos mais básicos garantidos pela Constituição, ou deveria ser. 

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Os Limites da Meritocracia ( Por Hélio Gurovitz )

O livro "Lost in the meritocracy" ( Perdido na meritocracia) do americano Walter Kirn, ainda sem tradução, mostra o equívoco de basear a educação exclusivamente na classificação dos estudantes por meio de notas, grifes, insígnias ou degraus que conduzem a lugar nenhum. No livro o personagem se descreve como um filho natural da meritocracia ( sistema que avalia alunos, professores e escolas em provas, depois premia quem se sai melhor). Nesse sistema meritocrático aprender é secundário, ser promovido é o principal.

Meritocracia tem sido adotado como mantra por todos aqueles que defendem a reforma no sistema brasileiro, sobretudo por fundações e institutos mantidos pelo capital privado. A meritocracia não dará conta de transpor o fosso social ou de romper nossa singularidade cultural, que resiste a aceitar o valor do conhecimento. Alguém já viu algum vídeo de algum ex-presidente falando sobre os últimos livros que lera ou os últimos desafios da matemática? Para um aluno aprender, o mais importante são os exemplos, atitudes, valores. Os sistemas meritocráticos não se preocupam com isso, pois são inspirados em técnicas de avaliação empresarial, só atuam sobre o que é mensurável; transformam o talento numa espécie de moeda, acumulada aos milhões.

Só que, em educação, é verdade que dá para medir muita coisa, menos o que importa.

Fonte : Revista Época nº 882 - Síntese da coluna do autor citado- pág.68.

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Meritocracia existe? No artigo "Meritocracia hereditária", a revista The Economist reuniu estudos feitos nos Estados Unidos sobre a ideia de que a meritocracia...
https://www.youtube.com/watch?v=be6ZiM_cTF8&feature=share


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Revista Super Interessante : Meritocracia Contribui Pra

Desigualdade.

"As pessoas acumulam capital humano, termo usado por economistas para denominar o conjunto de capacidades, competências e atributos de personalidade que favorecem a produção de trabalho. Para isso, contam com três recursos: os privados, os públicos e seus próprios talentos — daí a importância da educação. Como os recursos públicos e, principalmente, os privados não são os mesmos para todos, ao observar somente o final da corrida, o sistema privilegia poucos."

- Prof. Antonio Luiz Canelhas Junior -



Novo livro de economista norte-americano põe a meritocracia em xeque e destaca que sistema deixa as pessoas menos generosas
REVISTAGALILEU.GLOBO.COM

http://revistagalileu.globo.com/Sociedade/noticia/2016/06/como-meritocracia-contribui-para-desigualdade.html


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Observações da Educação Pública.




quarta-feira, 27 de agosto de 2014


Meritocracia.

A meritocracia aplicada na secretaria de educação do RJ no governo Cabral/Pezão é calcado no Plano de metas, menina dos olhos desse governo.

Podemos afirmar que a meritocracia não propiciou ganho educacional  aos alunos. Ocorrendo na verdade  fechamento de dezenas de escolas, super lotação de turmas com as tais otimizações de turmas durante todo o ano letivo.  
Esse DESgoverno criou também o novo eja ( onde todos os módulos não contemplam todas as disciplinas do ensino médio regular ). 
As otimizações e o 'neja' fez com que centenas de colegas tivessem  perdidas as suas alocações. 

A Seeduc até o final de 2013 manteve o projeto autonomia da Fundação Roberto Marinho ( onde um docente com licenciatura em determinada disciplina , nesse projeto era o responsável por lecionar todas as disciplinas , ou seja ,ocupou vagas de pelo menos 5 colegas ). A meu ver colegas professores que se sujeitaram a isso foram cúmplices do DESgoverno nesse estelionato educacional.

A meritocracia existente beneficiará as mesmas escolas que já ganhavam o teto do nova escola. 
A Meritocracia aplicada inicialmente nos EUA e Inglatera , como um íistema de bonificação não garantiu resultados positivos no longo prazo, porque como disse acima beneficiava sempre as mesmas escolas e, por isso foi revisto. Essas escolas que já tem um melhor resultado, geralmente são localizadas em melhores regiões sócio econômicas vão sempre receber mais bônus, gerando um ciclo vicioso
Tópico: Incoerência da Seeduc-RJ.
- Em out./2011 comissões das metropolitanas estiveram nas escolas , para reuniões com os docentes, objetivando fazer com que o índice de aprovação das escolas melhorassem, consequentemente das metropolitanas e da Seeduc, o que propiciaria melhora do IDEB , que seria divulgado no próximo ano.

Cabe ressaltar que essa visitinha deve ter encontrado respaldo em colegas que adoram ficar bem com as direções ( os famosos puxa-saco ).

Muitos diretores das escolas costumam propor aos professores  que deem pontos aos alunos que comparecerem para fazer os 'Saerjinhos', independentemente dos acertos, erros, chutes ou não.

Através das comunidades virtuais foram veiculadas postagens que diretores recomendaram que fossem dados 3,0 pontos para os que fizeram essas avaliações, independentemente do resultado obtido.

Pergunto : Onde se encaixa a meritocracia com essas propostas indecentes ?
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Adicionado por Omar Costa  em 8 julho 2012 no LUTA PELA EDUCAÇÃO.Sérgio Cabral assassino da educação, do funcionalismo público, e do povo pobre!
Educação submetida a um plano de metas baseado na meritocracia, que já não dera resultados positivos em países como os EUA , Inglaterra e aqui mesmo no RJ com o fracassado Nova Escola, sabíamos ( os professores ) que seria um fracasso.Em Out/2010 após a reeleição já alertávamos através da Carta Aberta -Educ. Estadual do RJ, divulgada e disponível desde então em www.peticaopublica.com.br/?pi=EDUC2011 , como tirar a educação do penúltimo lugar do Ideb, mas aí veio o secretario de educação , um economista que acha que educação é despesa e não investimento, que aluno é mercadoria e lança um plano de metas como já dito baseado na meritocracia. E agora esse governo em parceria com as organizações Roberto Marinho ( Globo ) ,implanta a revelia da classe educacional o projeto autonomia , que contraria a Lei de Diretrizes Básicas da Educação -LDB, pois na mesma está bem claro que determinada disciplina só deve ser lecionada por professor com Licenciatura Plena na área especifica e, isso não ocorre nesse maléfico projeto, que em artigo nesse fórum intitulei como 'Projeto Autonomia=Fábrica de Analfabetos Funcionais'. E tudo isso o governo faz com a conivência do MEC, que mais uma vez não sabe, não viu e não ouviu falar. Em resumo é o caos nesse DESgoverno Cabral.…
Adicionado por Omar Costa  em 3 junho 2012 no LUTA PELA EDUCAÇÃO.



3 comentários:

  1. O QUE OS EUA TÊM A NOS ENSINAR.

    O Blog http://bugrilo.criarumblog.com/ conta como o sistema americano de ensino faliu depois que o governo a adotou a meritocracia e testes padronizados (como SAERJ, SAEB, etc). Uma resenha do livro está no blog citado. Todo educador sério que se preocupa com os rumos da educação em nosso estado deve conferir e comentar. O crime que o atual governador junto com seu secretário economista travestido de educador estão fazendo contra as futuras gerações irá custar um preço muito caro para nossa sociedade.

    Fonte: Postagem de Sérgio Murilo Leal no facebook.
  2. O livro da professora norte-americana Diane Ravitch, “Vida e morte do grande Sistema Escolar Americano”, aborda a falência da meritocracia Ravitch foi secretária assistente de educação nos governos Bush (pai) e Clinton, além de líder do movimento para a criação de um currículo nacional , ela era uma defensora da meritocracia e dos testes padronizados (os provões) nas escolas de seu país, mas após trabalhar no governo, reviu radicalmente sua visão. O livro mostra como os testes padronizados e o modelo de mercado ameaçam a Educação. O livro faz “Um apelo passional pela preservação e renovação da educação pública. O livro Vida e Morte do Grande Sistema Escolar Americano é uma mudança radical de perspectiva, escrito por uma das mais conhecidas especialistas em educação dos EUA.

    “Diane Ravitch examina a sua carreira na reforma educacional e repudia posições que ela anteriormente defendeu firmemente. Baseando-se em 40 anos de pesquisa e experiência, Ravitch critica as ideias mais populares de hoje para reestruturar as escolas, incluindo privatização, testes padronizados, responsabilização punitiva e multiplicação irresponsável de escolas autônomas. Ela demonstra conclusivamente por que o modelo empresarial não é uma forma apropriada de melhorar as escolas. Usando exemplos de grandes cidades como Nova York, Philadelphia, Chicago, Denver e San Diego, Ravitch evidencia que a educação de hoje está em perigo.

    “Ravitch inclui propostas claras para melhorar as escolas americanas:

    – deixe as decisões sobre as escolas para os educadores, não para os políticos ou empresários;

    – construa um currículo verdadeiramente nacional que estabeleça o que as crianças em cada série deveriam estar aprendendo;

    – espere que as escolas autônomas eduquem as crianças que precisam de mais ajuda, não que concorram com as escolas públicas;

    – pague um salário justo aos professores pelo seu trabalho, não um “salário por mérito” baseado em pontuações de testes profundamente falhos e não confiáveis;

    – encoraje o envolvimento familiar na educação logo a partir dos primeiros anos.

    “Vida e Morte do Grande Sistema Escolar Americano oferece mais do que apenas uma análise da situação atual do sistema educacional americano. É uma leitura fundamental para qualquer um interessado no futuro da educação americana.

    Diane Ravitch é professora e pesquisadora de educação na Universidade de Nova York e membro associado do Instituto Brookings. De 1991 a 1993, ela foi secretária-assistente de educação e conselheira do secretário de educação Lamar Alexander na administração do presidente George H. W. Bush. O presidente Clinton apontou-a para a Junta Nacional de Assessoramento Governamental, que supervisiona as testagens federais. Ela é autora e editora de mais de 20 livros, incluindo The Language Police e Left Back, e seus artigos apareceram em numerosas revistas e jornais. Nativa de Houston, Ravitch graduou-se nas escolas públicas de Houston, Wellesley College e Universidade de Colúmbia. Ela vive no Brooklyn, Nova York.”

    Fonte: http://www.seperj.org.br/ver_noticia.php?cod_noticia=2648
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  3. Os Limites da Meritocracia ( Por Hélio Gurovitz )

    O livro "Lost in the meritocracy" ( Perdido na meritocracia) do americano Walter Kirn, ainda sem tradução, mostra o equívoco de basear a educação exclusivamente na classificação dos estudantes por meio de notas, grifes, insígnias ou degraus que conduzem a lugar nenhum. No livro o personagem se descreve como um filho natural da meritocracia ( sistema que avalia alunos, professores e escolas em provas, depois premia quem se sai melhor). Nesse sistema meritocrático aprender é secundário, ser promovido é o principal.

    Meritocracia tem sido adotado como mantra por todos aqueles que defendem a reforma no sistema brasileiro, sobretudo por fundações e institutos mantidos pelo capital privado. A meritocracia não dará conta de transpor o fosso social ou de romper nossa singularidade cultural, que resiste a aceitar o valor do conhecimento. Alguém já viu algum vídeo de algum ex-presidente falando sobre os últimos livros que lera ou os últimos desafios da matemática? Para um aluno aprender, o mais importante são os exemplos, atitudes, valores. Os sistemas meritocráticos não se preocupam com isso, pois são inspirados em técnicas de avaliação empresarial, só atuam sobre o que é mensurável; transformam o talento numa espécie de moeda, acumulada aos milhões.

    Só que, em educação, é verdade que dá para medir muita coisa, menos o que importa.

    Fonte : Revista Época nº 882 de 4/5/15 - Síntese da coluna do autor citado- pág.68.

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Professor desmonta falácia da

meritocracia e explica o que é ter 

privilégios.




 
 



Certa vez, vi um professor de ensino médio fazer um exercício simples para ensinar a seus alunos como funciona o privilégio e a mobilidade social. Ele começou dando a cada aluno um pedaço de rascunho e pediu que todos fizessem uma bolinha de papel.
Mais em : 


Então, ele apontou para a lixeira que estava na parte da frente da sala de aula.
Ele disse: “A brincadeira é simples: vocês representam a população do país. E todo mundo tem a chance de ficar rico”.
“Para isso, tudo o que vocês precisam fazer é acertar sua bolinha de papel na lixeira. Mas vocês não podem sair dos seus lugares.”
Os alunos do fundo da sala imediatamente reclamaram, notando que os alunos das fileiras da frente tinham muito mais chances de conseguir acertar a lixeira.
Todos tentaram e — conforme o esperado — a maioria dos alunos que estavam nas fileiras da frente conseguiu acertar a lixeira. No entanto, da parte de trás da sala, poucas pessoas acertaram.
O professor concluiu a lição dizendo: “Quanto mais perto você estava da lixeira, maiores eram as suas chances. O privilégio é assim. Notaram que os únicos que reclamaram da injustiça estavam no fundo da sala?”.
“Por outro lado, as pessoas que estavam na frente nem sempre notavam o seu privilégio. Tudo o que podiam ver eram os 3 metros entre elas e seu objetivo.”
“A tarefa de vocês é estar ciente dos seus próprios privilégios. E utilizar esse privilégio específico que estão tendo agora, chamado ‘educação’, para fazer o seu melhor para atingir grandes feitos e defender aqueles que estão nas fileiras de trás.”
Fonte
http://pensadoranonimo.com.br/professor-desmonta-falacia-da-meritocracia-e-explica-o-que-e-ter-privilegios/

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Sobre Se Bonificações a Docentes garante uma Educação melhor?

Leiam e opinem.

https://novaescola.org.br/conteudo/12235/dar-bonus-a-professores-garante-uma-educacao-melhor?utm_source=facebook&utm_medium=ads&utm_campaign=CONV_MENTIRANAEDUCACAO&utm_content=CONV_MENTIRANAEDUCACAO_EDUCACAO-BIBLIO_BR_PO_DK-MO_AND-IOS_PO_TG_T004_A_23-55_OCPM&utm_term=CONV_MENTIRANAEDUCACAO_EDUCACAO-BIBLIO_BR_PO_DK-MO_AND-IOS_PO_TG_T004_A_23-55_OCPM_PPL_BONUSQ_HOR-QUAD-0S-14082018

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